Quinta, 24 de Abril de 2014
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Países

Guiné Equatorial Guine

Capital: Malabo

Língua Oficial: Espanhol

Governo: República

Presidente: Brig. Gen. Teodoro Obiang Nguema Mbasogo

Área: 28,05 mil km²

População: 685,9 mil habitantes habitantes

PIB: US$ 20,6 bilhões

Moeda: Franco CFA (XAF)

Clima: Tropical, quente e úmido.


Ficha completa

 

Nome oficial: República da Guiné Equatorial

Independência: 12 de outubro de 1968 (da Espanha).

Data nacional: 12 de outubro.

Área: 28.051 km².

Capital: Malabo.

Divisão política: Sete províncias (Annobon, Bioko Norte, Bioko Sur, Centro Sur, Kie-Ntem, Litoral, Wele-Nzas).

População: 686 mil.

Composição: Fang (85.7%), Bubi (6.5%), Mdowe (3.6%), Annobon (1.6%), Bujeba (1.1%), outros.

Taxa de crescimento populacional: 2,6 a.a.

População urbana: 40% da população total.

Línguas: Espanhol (oficial), Fang, Bubi, outras.

Fronteiras: Cameroun (159 km), Gabão (350 km). Litoral: 295 km.

Clima: tropical, quente e úmido.

Saúde: Expectativa de vida ao nascer: 62,7 anos.

Educação: taxa de alfabetização:93,9 %

Governo

A política interna de Guiné Equatorial mantem-se sob a supremacia da família Nguema-Macías desde a independência do país, em 1968. Após onze anos de governo de Francisco Macías Nguema, seu sobrinho, Teodoro Obiang Nguema assumiu o poder, em golpe que depôs Macías. Em 1987, o novo Presidente fundou o Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGF), partido único que venceu as eleições de 1989.

Desde então, Teodoro Obiang tem sido reeleito presidente em mandatos sucessivos de sete anos.  Nas eleições presidenciais de 2009, para a qual se apresentaram cinco candidatos, o Presidente foi reeleito com mais de 95% ds votos.  O segundo colocado, Plácido icó, recebeu cerca de 3,5% dos votos.

Em 2004, houve uma tentativa de golpe contra Obiang, a tempo abortada. Em julho de 2008, o Presidente Obiang nomeou Ignacio Milan Tang,até então Ministro-Chefe do Governo, como novo Primeiro-Ministro do país.

Em fevereiro de 2009, supostos integrantes do nigeriano Movimento de Emancipação do Delta do Níger (MEND) atacaram o Palácio Presidente em Malabo, o que levou o governo a substituir a cúpula dos serviços de segurança  do país.

Sistema de governo – República.

Poderes

Executivo –  Presidente (Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, desde 1979) é o Chefe de Estado; o Primeiro-Ministro (Vicente Ehate Tomi) é o Chefe de Governo. O Presidente é eleito por voto popular para mandato de sete anos, podendo ser reeleito ilimitadamente. A última eleição ocorreu em novembro de 2009, a próxima será em 2016. Em 2009 Obiang foi eleito com 95,8% dos votos.

Legislativo – É unicameral. A Câmara de Representantes do Povo em cem membros, eleitos por voto popular, para mandatos de cinco anos. As próximas eleições estão marcadas para maio de 2013.

Judiciário – Supremo tribunal.

Principais partidos políticos – Partido da Convergência para a Social-Democracia. Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE, no poder), Partido para o Progresso da Guiné Equatorial, Ação Popular da Guiné Equatorial, União Popular.

Economia (2012)

PIB PPP (Paridade de Poder de Compra): US$ 28  bilhões.

PIB, nominal: US$ 20,6 bilhões

PIB PPP per capita: US$20.200.

PIB, crescimento: 5,7%.

PIB, composição setorial: agricultura (3,6%),   indústria (90,7%) e serviços(5,7 %).

Inflação: 6,2%.

Setor primário: café, cacau, arroz, inhame, mandioca, banana, dendê, gado, madeira.

Indústria: petróleo e gás, processamento da madeira.

Recursos naturais: petróleo, gás natural, madeira, ouro, bauxita, diamantes, tântalo, argila.

Comércio Externo (2011)

Exportações: US$ 18,3 bilhões.

Principais produtos de exportação: petróleo e madeira.

Principais mercados:  Espanha (14,8%), China (13,1%), Itália (10,9%), Japão (10,5%), EUA (9,5%), Holanda (7,6%), Canadá (5,5%), Brasil (5%), França (4,7%), Coréia do Sul (4,2%).

Importações: US$ 7,6 bilhões.

Principais produtos de importação: equipamentos para a indústria do petróleo, maquinaria, veículos.

Principais fornecedores: Espanha (17,1%), EUA (13,1%), França (12,4%), China (12,3%), Itália (6,7%), Côte d’Ivoire (6%).

Reservas cambiais: US$3,8 bilhões.

Perspectivas Econômicas 

Grandes descobertas de petróleo na década de 1990 levaram a Guiné Equatorial a se transformar no terceiro produtor petrolífero da África subsaariana, depois de Nigéria e Angola. A receita com as exportações do petróleo cresceram exponencialmente  do ano 2000 (quando foram de 190 milhões de dólares) até 2008, quando alcançaram a 14 bilhões de dólares,  entrando em trajetória de declínio até o início de 2011. Mas em 2011 e 2012 o país recuperou o caminho do crescimento que, tudo indica, será mantido no decorrer de 2013.

Brasil-Guiné Equatorial

As relações diplomáticas entre os dois países foram estabelecidas em 1974. O relacionamento bilateral foi pouco expressivo até a abertura das respectivas embaixadas residentes, com algumas visias esparsas de autoridades governamentais da Guiné Equatorial: Ministro dos Esportes,em 1988; Chefe do Estado Maior das Forças Aradas, em 1994; Ministro das Minas e Energia, em 1998 (para participar de congresso mundial de petróleo no Rio de Janeiro), além de visitas privadas do filho do presidente Teodoro Obiang, Ministro da Agricultura e Florestas, a partir de 2002.

O Presidente Obiang participou como convidado especial da Quinta Reunião dos chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se realizou em julho de 2004, em São Tomé e Príncipe.  Na ocasião, manteve contato com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando anunciou sua intenção de abrir embaixada residente em Brasília.

A concretização deu-se em agosto de 2005, com a abertura da Embaixada guinéu-equatoriana em Brasilia, com a presença do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Pastor Michá Ondo Bilé.  Na ocasião, foi assinado um acordo básico de cooperação técnica, ratificado pelos dois países em 2009. O Brasil, por sua vez, instalou sua Embaixada em Malabo em abril de 2006.

O presidente Obiang visitou oficialmente o Brasil em duas ocasiões. A primeira, em julho de 2006, no contexto multilateral de realização da II Conferência de Intelectuais Africanos e da Diáspora, em Salvador (Bahia). O mandatário guinéu-equatoriano retornou ao Brasil em fevereiro de 2008, quando se encontrou com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  Os mandatários discutiram possibilidades de cooperação nos setores do petróleo, modernização agrícola, esportes (futebol), construção de uma nova cidade administrativa na Guiné Equatorial e desenvolvimento da infraestrutura de transportes.

Em 2007, o Ministro da Agricultura e Florestas, Teodoro Nguem Obiang, filho do Presidente, visitou o Brasil. Em 2009 houve duas visitas brasileiras importantes à Guiné Equatorial. A primeira, liderada pelo Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, em junho, quando ocorreu o Primeiro Encontro Empresarial Brasil-Guiné Equatorial.  Em outubro do mesmo ano o Chanceler brasileiro também visitou o país, tendo assinado acordo na área educacional e memorandos de entendimento nos campos dos esportes e do saneamento básico.

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Guiné Equatorial em 5 de julho de 2010. Foram assinados acordos nos campos de defesa e cooperação técnica.

Cooperação técnica

Na visita oficial que o Ministro de Negócios Estrangeiros, Pastor Michá, realizou ao Brasil, em 2005, foi assinado acordo básico de cooperação, ratificado pelas partes em 2009. Em outubro deste mesmo ano, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) enviou a Malabo missão técnica para trabalhar na elaboração de projetos nas áreas da agricultura familiar, pesca, saneamento básico e esportes.

Comércio bilateral

O comércio entre os dois países vem se expandindo rapidamente desde 2004, mas ainda é desequilibrado em favor da Guiné Equatorial, em razção das importações brasileiras de petróleo bruto.

Investimento

As construtoras brasileiras ARG e Andrade Gutierrez têm contratos na Guiné Equatorial, principalmente em obras de infraestrutura na cidade de Bata, na parte continental do país.

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